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Silves: futuro do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês    

Silves: Sessão pública discute futuro do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês.

A sessão pública «O Futuro do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês», que visa debater uma solução para a reabertura do espaço, vai ter lugar no próximo dia 20 de fevereiro, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves.

Trata-se de uma iniciativa da APAI – Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial e da APOM – Associação Portuguesa de Museologia, ambas associações de interesse público sem fins lucrativos, com o apoio da Câmara Municipal de Silves.

A ação nasceu da indefinição pública quanto à resolução de “um dos mais complexos problemas da museologia portuguesa contemporânea”, refere a organização: a dificuldade de reabertura daquele museu, cujo edifício ou parte imobiliária é propriedade da CGD, enquanto os bens móveis (na sua quase totalidade património integrado do edifício) são pertença de um outro proprietário – o Grupo Nogueira.

Por outro lado, o imóvel encontra-se classificado na categoria de monumento municipal e, portanto, recai sobre ele os direitos de proteção e de conservação que a Lei de Bases do Património Cultural, n.º 107/2001, de 8 de setembro, exigem que se cumpram, atendendo ao interesse público.

Simultaneamente, explicam ainda as duas associações, não se encontram garantidas as condições para a classificação dos bens móveis por parte das entidades da administração central e local, dada a complexidade dos conflitos entre o público e o privado, para além da natureza do museu, de índole industrial e os problemas que uma gestão privada ainda revela no âmbito da legislação portuguesa.

“Ambas as associações e a Câmara Municipal têm recebido diversas a manifestações públicas da vontade de resolução deste importante caso do património industrial de Portugal e, simultaneamente, da museologia portuguesa por se tratar de um dos mais notáveis museus industriais do país e da Europa”, refere-se.

Por essa razão, as duas associações pretendem desenvolver todas as iniciativas que possam conduzir à solução e ao futuro do museu, independentemente do modelo de gestão que vier a ser adotado.

“O significado da resolução das questões de propriedade e de valorização patrimonial excedem o Algarve e Portugal e manifestam-se a nível internacional”, salientam.

O fórum de Silves terá um formato de debate democrático das diferentes posições em confronto, de modo a “garantir a maior transparência dos desígnios e das soluções apresentadas por cada entidade” e, assim, poder avaliar-se o que cada organização pretende fazer e desenvolver para garantir uma solução de futuro para a reabertura do museu.

O debate será moderado por Maria da Luz Sampaio e pelo jornalista Manuel Vilas Boas, da TSF"

In: Diário Online - Algarve

imagem: pt.wikipedia.org

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